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A Associação de Produtores de Ovos Moles de Aveiro, em parceria com a Câmara Municipal de Aveiro, promove, nos dias 25, 26 e 27 de novembro, no Museu de Aveiro, a III Mostra de Doçaria Conventual de Aveiro: Ovos Moles e Produtos da Ria. Promover e divulgar os Ovos Moles de Aveiro, a doçaria conventual e os produtos da Ria de Aveiro, é o principal objetivo desta ação que entra na 3.ª edição.

O certame vai juntar dezenas de produtores durante um fim de semana que integrará no programa diversas jornadas técnicas: “Histórias da história dos ovos moles: ovos moles pretos”, apresentada pelo Dr. José Francisco Silva; “Frugalidade e excesso à mesa no Convento de Jesus“, que terá como palestrante o Dr. José António Christo; e “Visual Merchandising em padarias e pastelarias ”, apresentada pela Dra. Ana Ricardo. As palestras terão lugar logo no primeiro dia, pelas 15H00.

De seguida, terá lugar a Sessão Solene, com uma Homenagem aos Produtores de Ovos Moles de Aveiro.

Destaque, ainda, para o Showcooking Ementa da Ria de Aveiro na Cafetaria, da autoria do Chef Hélio Loureiro, que terá lugar no sábado, pelas 16H00.

 

Pode ver o programa completo aqui.

 

A ACIP relembra que o Regime de funcionamento dos estabelecimentos comerciais, de serviços e de restauração e bebidas em vigor obriga a diversas regras, tais como:


1 - O mapa de horário do estabelecimento deve ser afixado em local bem visível do exterior e deve especificar ,de forma legível, as horas de abertura e de encerramento, bem como de encerramento temporário por motivos de descanso semanal ou interrupção temporária.

2.- É também obrigatório constar em local bem visível do exterior a seguinte informação:

 

a)Identificação do alvará de utilização;

b)Titular e ou explorador do estabelecimento;

c)Horário de abertura e encerramento diário;

d)Interrupção de funcionamento, quando aplicável;

e)Encerramento para descanso de pessoal, quando aplicável;

f)Horário de esplanada, quando exista;

g)Informação sobre o limitador-registador de potencia sonora e respetiva data de selagem, quando aplicável;

h)Lotação máxima do estabelecimento, quando aplicável.

 

Nota: Esta informação não dispensa a leitura do Regulamento Camarário da Zona onde está inserido o estabelecimento. Para esclarecimentos de dúvidas, contacte a ACIP.

Já são conhecidas as melhores iguarias de Natal de Portugal! Na Mealhada encontramos o Melhor Bolo-Rei, da Docealhada Unipessoal, Lda; já o Bolo Rainha situa-se em Alcobaça, de Alves & Alves, Lda – Pastelaria Alcôa. Por sua vez, o Melhor Bolo-Rei Escangalhado, localiza-se em Ourém, de Patrícia Coelho Unipessoal, Lda – Padaria Ouriense; e a Trança de Natal fica na Costa da Caparica, em Lisboa, na Pastelaria Santo António Original, Lda. Já na categoria de Inovação, o grande vencedor foi a Pires Lda – Pastelaria Pires, uma pastelaria de Leiria.

Estes foram os vencedores do IV Concurso ACIP – “O Melhor Bolo-Rei de Portugal”, que decorreu hoje, dia 30 de outubro, na Exposalão, Na Batalha, Leiria.

O Atelier do Doce, Lda em Alfeizerão, alcançou o segundo lugar na categoria Bolo-Rei, enquanto que a Confeitaria e Padaria Coza Nova, Lda, na Gafanha da Nazaré, Aveiro, ficou com o terceiro lugar.

Na categoria de Bolo Rainha, o segundo lugar foi entregue à Docealhada Unipessoal Lda, da Mealhada, e o terceiro lugar à Brincadoce Padaria e Pastelaria Lda, em Coimbra.

Na categoria de Bolo-Rei Escangalhado, o Tamoeiro Restaurante, Padaria e Pastelaria Lda, em Coimbra, alcançou o segundo lugar, e a Docealhada Unipessoal Lda, na Mealhada, recebeu o terceiro lugar.

Já na categoria de Trança de Natal, a Romeu & Martins Lda – Padaria e Pastelaria Trigal, em Águeda, conseguiu um segundo lugar, e a Brisanorte Pastelarias Lda, em Leiria, arrecadou o terceiro lugar.

Na categoria Inovação, o segundo lugar foi atribuído à Alves & Alves Lda – Pastelaria Alcôa, em Alcobaça, e o terceiro lugar foi concedido à Padaria do Marquês Lda, em Leiria.

O objetivo principal do Concurso foi premiar, promover, valorizar e divulgar o Bolo-Rei Português.

Ao início da tarde, teve lugar o IV Concurso ACIP - “O Melhor Bolo-Rei de Portugal”, no qual puderam participar todos os industriais de Panificação e Pastelaria.

O IV Concurso ACIP – “O Melhor Bolo-Rei de Portugal” teve lugar no âmbito das feiras:

EXPOALIMENTA – 12ºSalão Profissional de Maquinaria, Equipamentos e Produtos para Alimentação e Bebidas

BARHOTEL – 3º Salão Profissional de Maquinaria, Equipamentos, Mobiliário e Serviços para Hotelaria, Restauração e Catering.

EXPOCARNE – 11º Salão Profissional de Máquinas e Equipamentos para a Indústria da Carne e Logística

EXPOVENDING – 3º Salão de Máquinas de Venda Automática.

O concurso esteve aberto a todos os fabricantes de Bolo-Rei distribuídos por todo o território Português e com a unidade de produção licenciada. Cada industrial pode concorrer nas seguintes categorias: Bolo-Rei, Bolo Rainha, Bolo-Rei Escangalhado, Trança de Natal e Inovação. 

 

Veja mais fotografias aqui.

O Governo vai alargar a incidência dos impostos especiais de consumo aos refrigerantes, atualizando, assim, as restantes tributações do consumo com finalidade extra-fiscal à taxa de 3%. Através do Imposto sobre o Álcool e as Bebidas Alcoólicas (IABA), o Governo espera arrecadar mais 80 milhões de euros no próximo ano com a venda de refrigerantes.
Segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2017, o Governo “propõe o alargamento da tributação especial do consumo às bebidas açucaradas (incluindo as bebidas com outros edulcorantes), seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde, que sustenta a eficácia da medida na redução do consumo de açúcar, especialmente nas crianças, e a poupança de custos para os sistemas de saúde. Seguindo o exemplo de outros países europeus, o imposto irá incidir sobre as bebidas açucaradas com menor valor nutricional, ficando isentos os sumos de frutas e néctares, bem como as bebidas lácteas”.
O documento prevê taxar a 8,22 euros por hectolitro (100 litros) as bebidas cujo teor de açúcar seja inferior a 80 gramas por litro e a 16,46 euros por hectolitro as bebidas cujo teor de açúcar seja igual ou superior a 80 gramas por litro.
Segundo as contas do jornal Público, uma lata de refrigerante vai custar mais cinco cêntimos e meio. O litro pode ficar até 16,5 cêntimos mais caro. As cidras também vão passar a ser tributadas. Mais sete cêntimos, em média, por um pack de quatro garrafas.
Estão isentas deste imposto as bebidas à base de leite, soja ou arroz, sumos e néctares de frutos e de algas ou de produtos hortícolas e bebidas de cereais, amêndoa, caju e avelã e as bebidas consideradas alimentos para as necessidades dietéticas especiais ou suplementos dietéticos.

A variação média anual dos últimos 12 meses do índice de preços no consumidor sem habitação apurado em agosto de cada ano pelo INE determina o coeficiente de atualização das rendas. Assim sendo, a atualização das rendas em 2017 será de 0,54%, ou seja, a atual renda dos diversos tipos de contratos de arrendamento urbano e rural poderá ser aumentada pelo coeficiente de 1,0054 se os senhorios assim o entenderem, no mês de aniversário do contrato de arrendamento.
Esta atualização poderá ser aplicada a contratos de arrendamento posteriores a 1990. Recorde-se que em 2016 o aumento máximo foi de 0,16%.
Exemplos de Atualização das rendas em 2017: uma renda de €1000 terá, no máximo, um aumento de €5,4; uma renda de €500 poderá ter um aumento máximo de €2,70 (compara com 80 cêntimos em 2016).
Este é o segundo ano consecutivo de aumento das rendas, ainda que muito moderado como se pode constatar. Recorde-se que os senhorios interessados deverão comunicar, por escrito, o aumento aos inquilinos com pelo menos 30 dias de antecedência.

De acordo com uma Informação Vinculativa da AT – Autoridade Tributária e Aduaneira considera-se que as "águas minerais gasocarbónicas" ou "águas gasocarbónicas", possuindo gás natural e não artificialmente adicionado, beneficiam de enquadramento da verba 3.1 da Lista II pelo que ficam sujeitas à taxa intermédia de IVA quando integradas no serviço de alimentação e bebidas. Por outro lado, a bebida "cerveja sem álcool" é tributada de acordo com a taxa normal do imposto, não beneficiando de acolhimento na verba 1.11 da Lista I nem na verba 3.1 da Lista II, atenta a circunstância de se tratar de uma bebida que contém até 0,5 de álcool na sua composição. 

Pode ler toda a informação aqui.

O IV Concurso ACIP - “O Melhor Bolo-Rei de Portugal” vai ter lugar já em outubro, no dia 30, na Exposalão, Batalha, Leiria, no âmbito das feiras: EXPOALIMENTA – 12.º Salão Profissional de Maquinaria, Equipamentos e Produtos para Alimentação e Bebidas; BARHOTEL – 3.º Salão Profissional de Maquinaria, Equipamentos, Mobiliário e Serviços para Hotelaria, Restauração e Catering; EXPOCARNE – 11.º Salão Profissional de Máquinas e Equipamentos para a Indústria da Carne e Logística; e EXPOVENDING – 3.º Salão de Máquinas de Venda Automática.
O concurso está aberto a todos os produtores de Bolos-Reis que demonstrem que o seu produto continua a seguir o modo de produção tradicional, de acordo com o regulamento (pode consultar regulamento aqui).
São admissíveis as seguintes categorias: Bolo-Rei, Bolo Rainha, Bolo-Rei Escangalhado, Trança de Natal e Prémio Inovação – Nesta categoria estão incluídos todos os produtos a concurso que, pela sua inovação e criatividade, não se enquadrem nas denominações tradicionais anteriormente referidas. 
Cada produtor deve preencher uma ficha de inscrição, a qual deve dar entrada, até dia 27 de outubro de 2016, por:
a) Correio eletrónico: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.
b) CTT para a morada: ACIP – Rua de Tomar, N.º 11, 1.º - Apartado 1050 - 3001-501 Coimbra 
Por cada produto é devido o pagamento de 20,00 euros, acrescidos de IVA (23%), para Não Associados, sendo que para Associados da ACIP a participação é gratuita (com situação de quotas regularizada).
O júri será composto por 5 elementos. Os membros do júri terão origem geográfica diversificada, sendo escolhidos designadamente de entre personalidades dos meios académico, profissional, restauração, gastronomia, distribuição e comunicação social.
Antes do início das sessões de prova, os membros de júri irão participar numa sessão prévia de coordenação para calibração de procedimentos, forma de preenchimento da ficha de classificação e de critérios de classificação das amostras.
O Concurso é organizado por categorias de produtos, sendo atribuídos 5 prémios, um por cada categoria. 
A ACIP distribuirá digitalmente medalhas aos vencedores.
A Ficha de Inscrição está disponível aqui.
Para qualquer esclarecimento, contacte a ACIP, através dos contactos:

Rita Freitas - 239 852 415
969 852 982
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Sandra Barreiros

969 852 981

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A Câmara de Comércio e Indústria Árabe-Portuguesa (CCIAP) vai organizar nos próximos dias 3 e 4 de Outubro de 2016, no Hotel Sheraton em Lisboa, o IV Fórum Económico Portugal-Países Árabes.

Pretende-se com a realização deste Fórum apoiar a internacionalização das empresas e promover o desenvolvimento das relações económicas entre Portugal e os Países da Liga dos Estados Árabes. O sucesso das três primeiras edições permitiu a este evento alcançar já um lugar de destaque no universo empresarial Luso-Árabe, tornando-se a plataforma de networking empresarial Árabe-Portuguesa.

Este evento será organizado sob o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, e em estreita colaboração com a Liga dos Estados Árabes e a União Geral das Câmaras de Comércio, Indústria e Agricultura dos Países Árabes.

Farão a abertura dos trabalhos deste importante evento económico-empresarial: Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, e Sua Excelência o Senador Nael Raja Al-Kabariti, Presidente da União Geral das Câmaras de Comércio, Indústria e Agricultura dos Países Árabes.

Estando já confirmada a presença de Altos decisores dos Países Árabes, Portugal e Europa, Instituições Árabes de relevo, bem como Portuguesas e Europeias. O primeiro dia do Fórum (3 de Outubro 2016) será reservado à conferência principal e a três painéis subordinados aos temas:

- I SESSÃO: COOPERAÇÃO ÁRABE-PORTUGUESA: SECTOR DA SAÚDE E SEUS SUBSECTORES

- II SESSÃO: COOPERAÇÃO ÁRABE-PORTUGUESA: DESENVOLVIMENTO, INTERNACIONALIZAÇÃO E INVESTIMENTO (abrangendo diversos sectores de actividade económica)

- III SESSÃO: COOPERAÇÃO ÁRABE-PORTUGUESA: SECTOR DA CONSTRUÇÃO E INFRAESTRUTURAS E SEUS SUBSECTORES

O segundo dia do Fórum (dia 4 de Outubro 2016) será reservado ao networking empresarial, sob forma de reuniões bilaterais entre Empresas e Instituições Árabes e Portuguesas, organizadas e agendadas pela CCIAP. Está já confirmada a presença de várias empresas e instituições de relevo do Mundo Árabe. Para mais informações, consulte www.cciap.pt. Para mais informações, contacte a CCIAP através do e-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Vai ter lugar na sede da ACIP, em Coimbra, com início a 21 de setembro, quarta-feira, e fim previsto para dia 3 de outubro, segunda-feira, uma Ação de Formação, cujo tema versa sobre Higiene e Segurança Alimentar.

Esta Ação de Formação, certificada pelo Centro de Formação Profissional para o Setor Alimentar, tem a duração de 25 horas, de forma a dar cumprimento à obrigatoriedade de formação certificada anual.

A referida ação a título excecional é gratuita e o horário será segundas, quartas e quintas das 14.00h às 18.00h.

A Ação é destinada a indivíduos desempregados e ativos (trabalhadores dos associados da ACIP).

A resposta terá que ser imediata (até à próxima segunda-feira, dia 19) e poderá ser feita via email ou telefonicamente para a ACIP.

Os produtores de alimentos confrontam-se, cada vez mais, com as necessidades específicas dos consumidores que sofrem de doença celíaca ou que têm uma intolerância alimentar. Desta forma, e para auxiliar as pessoas intolerantes ao glúten e com doença celíaca a identificar e a escolher um regime alimentar variado de acordo com as suas necessidades, os géneros alimentícios devem ter a informação sobre a ausência ou a presença reduzida de glúten nos mesmos.

O glúten é uma proteína composta existente no interior dos grãos dos cereais. Nas plantas cumpre a função de guardar nitrogénio e carbono para que as sementes germinem. Não possui calorias ou função importante para o organismo. A sua principal característica é a sua função na panificação, acrescentando viscosidade e elasticidade às massas de pães.
É ao conjunto das proteínas insolúveis na água que se chama genericamente glúten. Está presente na maioria dos cereais: trigo, espelta, cevada, centeio, kamut, triticale e aveia.
A fração de proteína responsável pelo efeito tóxico para os celíacos – prolaminas – tem um nome diferente dependendo do cereal: a gliadina (no trigo), secalina (no centeio), ordem (na cevada) e avenina (na aveia).
A sua “agressividade” depende da composição e como esta não é igual em todos os cereais, eles são tolerados de forma diferente. Assim, enquanto o trigo, o centeio e a cevada têm de ser completamente afastados da alimentação do celíaco, outros cereais como o milho e o arroz são perfeitamente inofensivos1.
Mas nem todas as pessoas são afetadas da mesma maneira. Algumas pessoas não suportam determinados alimentos, pois quando estes são ingeridos e entram em contacto com a mucosa do intestino, vão desencadear reações mais ou menos violentas que provocam lesões e perturbam o seu normal funcionamento, nomeadamente no que diz respeito à digestão e
absorção.
Diz-se então que existe uma INTOLERÂNCIA ALIMENTAR, a qual pode ser contra variados alimentos e ma-nifestar-se por períodos mais ou menos longos da vida destes indivíduos.
Quando uma situação deste tipo possui também uma COMPONENTE IMUNOLÓGICA e GENÉTICA, e diz respeito especificamente ao GLÚTEN, manifestando-se de forma permanente e definitiva, podemos dizer que se trata de DOENÇA CELÍACA (DC)2.

Regulamento nº 828/2014

Para auxiliar as pessoas intolerantes ao glúten e com doença celíaca a identificar e a escolher um regime alimentar variado de acordo com as suas necessidades, os géneros alimentícios devem ter a informação sobre a ausência ou a presença reduzida de glúten nos mesmos.
Mas há normas estabelecidas sobre a informação prestada aos consumidores sobre a ausência (“isento de glúten”) ou a presença reduzida de glúten (“teor muito baixo de glúten”).
Algumas pessoas com intolerância ao glúten podem tolerar pequenas quantidades variáveis de glúten dentro de certos limites. De modo a que as pessoas possam encontrar no mercado uma variedade de géneros alimentícios adequados às suas necessidades e ao seu nível de sensibilidade, deve haver disponibilidade de produtos com diferentes teores baixos de glúten dentro desses limites. É importante, no entanto, que os vários produtos sejam rotulados adequadamente, a fim de assegurar a sua utilização correta por pessoas com intolerância ao glúten.
Por outro lado, deve também ser possível que um alimento que contém ingredientes naturalmente isentos de glúten ostente uma menção que indique a ausência de glúten.
Assim, e de acordo com o Regulamento nº 828/2014 que entrou em vigor no passado dia 20 de julho de 2016, a menção «isento de glúten» só pode ser utilizada se os géneros alimentícios, tal como vendidos ao consumidor final, não contiverem mais de 20 mg/kg de glúten. Já a menção «teor muito baixo de glúten» só pode ser utilizada se os géneros alimentícios que são constituídos ou que contêm um ou mais ingredientes provenientes do trigo, do centeio, da cevada, da aveia ou das suas variedades cruzadas e que foram especialmente transformados para reduzir o teor de glúten não contiverem, tal como vendidos ao consumidor final, mais de 100 mg/kg de glúten.

Em relação à aveia, já que a maioria das pessoas com intolerância ao glúten pode incluir a aveia no seu regime alimentar sem que tal implique efeitos adversos na sua saúde, também tem requisitos adicionais para os géneros alimentícios que contêm aveia. A aveia contida nos géneros alimentícios apresentados como isentos de glúten ou com um teor muito baixo de glúten tem de ser especialmente produzida, preparada e/ou transformada de modo a evitar a contaminação com trigo, centeio, cevada ou as suas va-riedades cruzadas, e o teor de glúten dessa aveia não pode ser superior a 20 mg/kg.

Contaminação cruzada e segurança alimentar

No entanto, a contaminação da aveia com trigo, centeio ou cevada que pode ocorrer durante a colheita, o transporte, a armazenagem e a transformação dos cereais suscita uma grande preocupação. Por conseguinte, o risco de contaminação com glúten dos produtos que contêm aveia deve ser tomado em consideração no que se refere à prestação de informações sobre esses produtos alimentares pelos operadores de empresas do setor alimentar.
Mas não é só a contaminação da aveia com outros cereais que podem causar problemas nas pessoas com intolerância alimentar ou com doença celíaca, pois existem outros perigos.
Por isso, uma unidade fabril que pretenda conceber produtos alimentares isentos de glúten, deve cum-prir com estritas normas de segurança alimentar de modo a evitar toda e qualquer possibilidade de contaminação cruzada. São necessárias instalações e sistema de ventilação próprios, não partilhados e não comunicantes com instalações para a confeção de produtos com glúten, maquinaria, utensílios, fardas, toucas e calçado para uso exclusivo. A escolha dos ingredientes e o seu rastreamento é de fulcral importância. Por outro lado, produzir alimentos isentos de glúten, na área da panificação e pastelaria, exige uma formação específica, para que o estabelecimento se torne ainda mais credível junto de clientes com esta restrição alimentar.

O celíaco procura, acima de tudo, segurança alimentar. Para estes, a escolha de determinado tipo de alimento assenta, primeiro que tudo, na garantia de que existe isenção de glúten. Ou seja, se o alimento é isento em glúten não só em termos de ingredientes base mas, também sem qualquer possibilidade de contaminação cruzada na produção, embalamento, transporte e exposição na prateleira da padaria, pastelaria ou supermercado.

A correta rotulagem dos produtos é essencial

No seguimento da aplicação deste Regulamento, e tendo em atenção a necessidade de prestar informação ao consumidor sem cair em excessos, a Direção-Geral da Alimentação e Veterinária (DGAV), a pedido da Associação Portuguesa de Celíacos (APC) e com a colaboração desta entidade, publicou uma nota orientadora destinada aos operadores da indústria alimentar.
Nessa mesma nota, podemos ler a seguinte lista de produtos em que não é admissível a menção “isento de glúten”, por ser evidente a isenção e improvável a contaminação (incluindo a tecnicamente inevitável).
• Frutas, legumes (hortícolas) e ervas aromáticas frescas e desidratadas
• Leguminosas secas - feijão, grão-de-bico, favas, ervilhas, lentilhas, soja, tremoço
• Arroz e milho em grão
• Leite cru ou sujeito a processo térmico, com teores variáveis de gordura
• Queijo fresco e requeijão
• Carne, peixe e mariscos não processados
• Ovos frescos
• Açúcar
• Mel
• Sal
• Azeite e outros óleos vegetais
• Água
• Néctares e sumos de fruta
• Vinhos e bebidas espirituosas
• Café torrado em grão

Contudo, pode ser utilizada a menção “isento de glúten” noutros alimentos que não o contenham, dado o risco real de contaminação e o risco percebido pelos consumidores celíacos ou encarregues de efetuar por estes as escolhas alimentares (pais e cuidadores), como por exemplo todos os produtos de moagem de grãos isentos de glúten, como as farinhas de milho e arroz, especiarias, iogurtes e leite condensado, batatas fritas.

Artigo elaborado por Sandra Barreiros
Jornalista da ACIP


 

1 www.glutenzero.pt
2 www.celiacos.org.pt

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